Sofia Vitória, 26 de Setembro de 2012
Plantei uma árvore,
Mas percebi que ela era muito pequena.
A cada dia que eu a olhava, ela estava maior,
Mas chegou um dia que ela ficou muito grande,
E nem parecia que era aquele broto.
Ela ficou tão bonita, cheia de flores na primavera,
Ficou tão diferente no verão,
Chegou o outono e ela ficou mais bonita cheia de frutas,
E o inverno chegou levando todas as suas folhas,
E então ela morreu...
Sofia tem sete anos, na época que fez o poema tinha seis. Ela é minha prima, muito divertida e elétrica. Eu estava embaixo de uma árvore escrevendo quando ela me pediu para fazer um poema também. Eu fui orientando com as palavras, mas o contexto da coisa foi pura imaginação dela, não levo crédito nenhum nisso. Achei este poema enquanto procurava um texto em meu caderno de escritos. Pena que não achei a tempo de lançá-lo em Imortais Palavras. O que quero reforçar é que ainda existem crianças inocentes no mundo, depende da criação dada por seus pais, assim como disse Bia Oliveira em seu blog. Também indago que escrever não é talento, qualquer um consegue, basta parar, pensar e ver o que há ao seu redor. O mundo é um grande milagre, basta reconhecer isto e saber transmitir para o papel. Espero que Sofia pegue gosto pela escrita, porque eu gostei deste poema. Inocente e lógico.