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quinta-feira, 8 de maio de 2014

O livro de Janaína...

Com um livro,
Me livro,
Me habito,
Me situo,
Mergulho.
Mergulho profundo,
No estranho,
Me esqueço,
No extremo,
No escuro, nos braços.
Janaína,
Janaína minha,
Minha bela Janaína.
Olhamos para o sol,
À beira do mar,
Me encantas,
Seduz-me, Janaína,
Beija-me, menina...
Seduz-me com o teu tal livro,
E assim, deste mundo me livro,
Assim mergulho no mar,
Com Janaína.
Gleidson C. Alves, 2 de março de 2014
Este foi o poema mais bem pensado que já fiz. Levei um certo tempo pra concluí-lo, porque geralmente vou escrevendo em disparada. Lembro deste dia, eu tava num churrasco e corri pra escrever. Demorei um tempão escrevendo ele. Ao que me refiro à um livro é o mar. Pra mim as possibilidades que um livro nos dá são tão vastas quanto o mar. Já o nome Janaína vem de Yemanjá, a rainha dos mares. Eu quis viajar no sincretismo, em como as pessoas acreditam em tantas coisas, nas demonstrações religiosas, de fé e de reverencia às diversas coisas. Até a próxima...

domingo, 27 de abril de 2014

Valesca Pensadora...

Oi galera! É com muito riso e raiva que to fazendo essa postagem. Primeiro porque, só relembrando, a funkeira Valesca Popozuda foi chamada de grande pensadora numa prova de filosofia de uma escola pública do Ceará no início do mês. Nada contra, obviamente, mas grande pensadora é um tanto que inusitado. Mas vamos ao caso. Essa semana eu caí na asneira de enviar uma dessas mensagens de joguinhos pitorescos do WhatsApp para minha amiga — melhor amiga, na verdade —, Angelis Freitas. Bem, eu havia me dado bem com outra pessoa antes — a pessoa que me mandou o jogo —, aí pensei que seria o mesmo até quando Angelis, com sua mirabolante sorte, ganhou o prêmio de designar qualquer coisa para eu fazer... 
Com a ajuda maquiavélica da pirada Rafaela Azevedo, Angelis chegou à conclusão de me mandar fazer dois poemas, sendo um deles, um elogio à Valesca Popozuda — tradução: me ferrei...
Cara, eu não gosto nem um pouco de funk... Deu nisso aí:

Valesca Pensadora

Bela,
De frente,
De lado e de costas.
A tão sonhadora,
Amada pensadora.
Amada Popozuda,
Das canções de filosofia,
Sim, filosofia urbana...
Filósofa Popozuda.
O mundo lhe espera,
Lhe paquera,
Lhe aplaude...
E para todos,
Um grande beijinho no ombro...
Esta é a prova de que eu sofro destas pestes. Espero que você não tenham gostado deste poema, porque, aqui pra nós: não suportei... 
Bem, galera, que vocês tenham rido muito desta e até a próxima!
[...]
Ah! E um beijinho no ombro pra vocês... 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Mundo Comovente

17 de outubro de 2013

Vejo um povo carente,
Contente em seu contentamento.
Vivendo, morrendo,
Sonhando com o tempo...
O tempo que passa e os deixa ao Deus-dará.
Vivendo, morrendo, sofrendo,
Sei lá,
Mundo podre, pobre de espírito,
Comovente, rico na sua vivencia desnorteada,
Pobre em sua alegria desnorteada,
Tudo comovente,
Mundo comovente.
Geralmente escrevo sobre sentimentos, ou sou egocêntrico, mas desta vez levei a população à vista poética, porque é isso que se passa; sorrimos chorando em um infeliz contentamento.

domingo, 6 de outubro de 2013

Nada Mais

02 de outubro de 2013

Eis a vida, bela vida,
Vida perdida,
Entre paixões e amores,
Ódios e dores,
Entre o mundo e o Além,
Além...
Além...
Que se dane o além!
O que quero não tenho,
Quem anseio não vem,
O que me faz feliz está lá,
Lá, no seu lar.
Eu, quem sou eu...
Nada, contraditório sou,
Eis o eu do você em mim,
Eis em mim você e eu,
Eis em ti, ti e mais nada.
Este sou eu.
Este é eu, o tal eu que nada te faz,
Além... Amém...
Eis em ti, ti, nada mais.
Gostei deste poema, achei ele puro. Tudo que havia em mim foi colocado pra fora. E o bom, é que não gosto muito de falar de amor, sentimento e tal, mas desta vez fiquei satisfeito pelo que saiu. Também não gosto da escrever poemas, "contraditório sou", mas é verdade. Só escrevo poemas quando estou sentindo algo. Dor, medo, amor, ódio, raiva, etc., etc. E por mais que digam — Carlos Henrique Reis , não sou bom de poemas, porque se eu não estiver sentindo nada, o poema não sai. Espero que tenham gostado, porque foi um dos poucos que gostei.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Coisa Nossa

com Andreza Conceição, em 18 de setembro de 2013

Vai dar merda!
Escrever assim sobre nós
Sem ter o que falar... Vai dar merda!
Coisa nossa!
O que nosso? A maluquice? A sacanagem?
A sintonia!
Os sonhos, lembrei dos sonhos sem cabimento...
É... momentos também,
Momentos! Sim, os momentos, eu, você e o além...
Do horizonte?
Sim, o horizonte daquela praia...
É... me recordo... o céu, o mar...
Às estrelas... do mar, é claro!!!
Quê? Ai meu deus!
Lá vem você com seu bordão... É, as falas...
Faz parte! Do que eu sou, do que somos, de como tem que ser...
E assim será... Nós, sempre nós...
É... Sei lá...
Eu sei... Dizem que não existe amizade entre homens e mulheres...
Bobagens, coisas da sociedade!
E como você diria: “droga de sociedade”...
É, uma droga!
Droga é você, com esse jeito abstinente...
Hum, abstinente é? Não me diga?
É isso aí...
É... foi o que eu disse
Bem, não sei se isso pode ser chamado de poema, mas foi uma loucura sem cabimento. Estávamos totalmente sem ter o que escrever aí saiu esse treco parecendo um papel amassado e jogado fora, mas acho que o que vale é a intenção. Andreza é uma Louca, e eu fui na onda dela. Deu no que deu. O engraçado é que é o quarto texto que escrevo com ela, e a gente sempre tá num limite e tal, só um que não tive coragem de mostrar pra mais ninguém porque exageramos. Acho que com o tempo, adquirimos coragem e eu tento postar aqui. Até!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Rapto

04 de Setembro de 2013 

Às vezes é como se minha consciência me raptasse, 
Como se me levasse para longe de mim mesmo, 
Retira-me a força do meu próprio corpo sem nenhum direito de perdão. 
Meu corpo fica inabitável, 
Mais vazio que já é, 
Seco e puro. 
Só 
Assim sempre me senti, 
Só, vazio e inútil, sem minha mente sou inútil, 
Sobrevivo dos meus paradigmas, 
Sobrevivo dos meus conflitos internos e das minhas guerras. 
Sórdido e puro, cheio de serás. 
Tentando saber o porquê do rapto, 
Saber o porquê do adeus.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

I, too - Langston Hughes

I, Too


I, too, sing America.

I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.

Tomorrow,
I’ll be at the table
When company comes.
Nobody’ll dare
Say to me,
“Eat in the kitchen,”
Then.

Besides,
They’ll see how beautiful I am
And be ashamed

I, too, am America.

Este poema é de Langston Hughes, ele era poeta, novelista, dramaturgo, contista e colunista americano. Hughes nasceu em 1902. Achei este poema na prova do ENEM do ano passado(2012). Gostei muito do que li. Este texto foi publicado no livro Collected Poems of Langston Hughes (Coletâneas de Poemas de Langston Hughes), em 1994. Mas Hughes morreu em 1967, aos 65 anos, por complicações após uma cirurgia abdominal relacionada a um câncer de próstata. Ele ficou conhecido como um dos líderes da renascença do Harlem. Ele escreveu vários textos famosos sobre racismo e a inclusão dos negros na sociedade americana. A tradução deste texto é:



Eu, também


Eu, também, canto América.

Eu sou o irmã mais escura.
Eles mandam-me comer na cozinha
Quando a companhia vem,
Mas eu riu,
E como bem,
E cresço forte.

Amanhã,
Eu vou estar na mesa
Quando a companhia vier.
Ninguém vai se ousar
A dizer a mim,
"Coma na cozinha"
Então.

Além disso,
Eles vão ver como eu sou bonita
E ter vergonha

Eu também sou América.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pecus

23 de Agosto de 2013

Às farpas virei às costas,
Lembrei do silêncio, dos muitos e bons momentos.
Preferi esquecer as mágoas,
Lembrar da pureza e da beleza,
Preferi lembrar, do quanto foi bom.
A nostalgia pré-guerra me fez pensar melhor,
Antes de partir para o combate, 
Me fez ser mais humano, menos cruel.
Fez-me pensar na minha soberania,
Pensar no quanto impiedoso sou.
Minha crueldade tornou-se luz,
Minha impiedade abriu caminhos.
Vi que tudo estava errado,
Que o meu caminho era torto,
Vi meus pecados, erros.
Vi de tudo que havia de errado,
Meu torto caminho faria meus pecados,
A guerra seria desnecessária,
Causaria grandes perdas,
Causaria mais solidão.

Tem coisas que escrevo que não há um significado notável, apenas surge. O título do poema significa pecado, em latim. Pegado vem de "Pecus", que significa pé defeituoso, incapaz de seguir o caminho certo. Não é que eu esteja fazendo coisas erradas, pode ser que sim, mas não me baseei em nada para para escrever "Pecus".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Poço

16 de Agosto de 2013

E então o poço secou,
Choro minhas mágoas e sentimentos sem uma gota.
Choro por dentro, um grave sofrimento,
Choro o que posso, o que tenho,
Choro pó. É tudo que há,
As lágrimas secaram e tudo que restou foi a terra,
A pouca terra que cobre as pedras do fundo do poço.
É o somente, e fim, o fundo do poço das lágrimas.
O fundo de uma vida sofrida,
O fim de lágrimas que não mais rolarão em vão,
O término de uma colheita seca,
Eis o fim,
Foi o começo,
A era da utopia disfarçada de medo,
A época que as últimas gotas rolaram com proveito,
O tempo que a chuva não caiu em vão.
Eis o fim, o começo,
Estamos no meio do fim de um único poço,
O único poço que resistira ao forte sol,
O último poço a ser entulhado de amor.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O Mundo - de Sofia Vitória.

Sofia Vitória, 26 de Setembro de 2012

Plantei uma árvore,
Mas percebi que ela era muito pequena.
A cada dia que eu a olhava, ela estava maior,
Mas chegou um dia que ela ficou muito grande,
E nem parecia que era aquele broto.
Ela ficou tão bonita, cheia de flores na primavera,
Ficou tão diferente no verão,
Chegou o outono e ela ficou mais bonita cheia de frutas,
E o inverno chegou levando todas as suas folhas,
E então ela morreu...

Sofia tem sete anos, na época que fez o poema tinha seis. Ela é minha prima, muito divertida e elétrica. Eu estava embaixo de uma árvore escrevendo quando ela me pediu para fazer um poema também. Eu fui orientando com as palavras, mas o contexto da coisa foi pura imaginação dela, não levo crédito nenhum nisso. Achei este poema enquanto procurava um texto em meu caderno de escritos. Pena que não achei a tempo de lançá-lo em Imortais Palavras. O que quero reforçar é que ainda existem crianças inocentes no mundo, depende da criação dada por seus pais, assim como disse Bia Oliveira em seu blog. Também indago que escrever não é talento, qualquer um consegue, basta parar, pensar e ver o que há ao seu redor. O mundo é um grande milagre, basta reconhecer isto e saber transmitir para o papel. Espero que Sofia pegue gosto pela escrita, porque eu gostei deste poema. Inocente e lógico.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Imortal


Imortal
07 de Agosto de 2013

Meus medos me fazem dar um passo atrás a cada vez que os sinto.
Sinto vontade de correr, é um forte e tenso momento.
Meus medos não me impedem de amar,
Nunca me impedirão, mas o passo atrás é notável.
Não sou perfeito, sou humano.
Tenho o direito de sentir todos esses medos,
Sem eles, minha vida seria uma caixa de pandora.
Mas com eles, me torno fraco e mortal.
Meus medos me fazem refletir no futuro,
Meus medos me fazem pensar em você,
Meus medos não me impedem de amar, de te amar,
Meus medos me fazem fraco,
Seu amor me faz imortal.

Texto que inspirou o novo livro, "Imortais Palavras".

sexta-feira, 8 de março de 2013

Elena e Gabriel

Este poema é uma brincadeira de versos que fiz com minha grande amiga, Érica Rastelli. Um dia desses, jogávamos conversa fora por telefone e aí tive a ideia de brincar de "verso a verso", recomendo esta brincadeira para quem gosta de escrever, e para quem não tem toda esse prática também. As regras são simples;
1° Chame um ou mais amigos;
2° Com caneta e papel, alguém deve começar escrevendo um verso de tema livre, ou o grupo escolhe o tema à ser usado;
3° Façam uma espécie de rodízio, cada pessoa irá escrever um verso até a folha de papel ficar cheia ou então, podem ultrapassar os limites e escrever até onde acham bom, mas uma coisa é importante: Divirtam-se!!!

Elena e Gabriel

de Érica Rastelli e Gleidson C. Alves em 5 de março de 2013

Com seu telepático beijo...
Amanheceu-me um desejo
Obstinado por seu longo ósculo.
Quando ouvi em teu cormo a música que ninguém mais canta
E vi na tua bela voz, a beleza cujo ninguém viu.
Te espero esta noite entre a luz e a sombra, entre juras e carícias, entre o real e o imaginário.
Para dançarmos o impossível, cantarmos o infalível e brincarmos com o querer.
Deitada ao teu lado, me desconheço, viro do avesso, quase em êxtase.
Entre amassos, seios e abraços, vou ao delírio à te encontrar.
Travesseiros jogados no chão, corpos jogados na cama, jogados numa teia, jogados numa trama excitante, intrigante e traiçoeira.
Viajantes do prazer, eu e você, perdidos no acaso.
A lua ilumina o olhar quase feroz de uma felina que arranha manhoso e gostoso arrepiando o contato corpo a corpo.
Fazendo com que sua vítima sofra a felicidade e delire em crueldade por quase amar, por quase amá-la.
E se só por pensar, de um leve pensar me surge tantas palavras para nos descrever, embebedo todas elas de sentimentos e as jogo no vento junto com meu coração, porém meu corpo fica e nesta noite rasgo a ilusão. Só por esta noite...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Erros


Gleidson C. Alves, 03 de novembro de 2012.

Há um momento,
Em que percebemos o quanto somos ingênuos...
Os sentimentos nos levam ao fracasso,
E só os fortes conseguem recuperar-se.
Em meio a guerras,
Aflições, lutas e desespero.
Sempre é a hora de recomeçar.
E o recomeço deve ser notório,
para chegarmos à perfeição.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Saudade

Gleidson C. Alves em 27 de outubro de 2012

Sinto sua falta,
Ouço a canção que foi escrita em teu belo corpo,
Pensando em tua alma,
Em tua consciência, tua ideologia,
Nua e crua,
Queria poder te gravar,
Te escutar a qualquer momento,
Se ainda houver qualquer momento...
Pois não existe qualquer momento longe de você,
E sim, existem momentos intermináveis longe de tua face.

Essa foi uma expiração do além, não pensei em ninguém, eu acho, mas vou dedicar a minha querida, super, linda e idolatrada "amiga" Angelis Grisi, e para umas outras pessoas que me fizeram bem hoje, como Luiza Sampaio, Rafah Azevedo (Bichinho come-come), Lucas Mata e Emanoele Oliveira, a eles, meu saudoso Obrigado!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pássaros Libertos.


 Fiz este poema um dia desses pensando numa pessoa que tem sido muito, muito especial pra mim, é uma pessoa que estou conhecendo mais, dia após dia mas parece que eu a conheço há eternidades. O nome dela é Érica Rastelli. Escrevi como se fosse uma retribuição por ela surgi na minha vida e me fazer bem ao meu acordar e dormir. Beijão Érica, isso é pra você.

Pássaros Libertos.

Gleidson C. Alves em 21 de fevereiro de 2013
Pensei em você,
Amada e idolatrada, linda como a minha pátria,
Raramente sou patriota, mas por você sou tudo...
Ando pelo mundo, me sinto mais leve.
Eternamente pensando em você, minha querida,
Radicalmente percebi um novo mundo...
Irresistível, onde pássaros voam livres,
Cantam infinitamente por onde formos,
Andando neste mundo, vazios, achando o que nos preenche...

sábado, 27 de outubro de 2012

Espectro


Gleidson C. Alves, 27 de Outubro de 2012

Ao seu lado, até o fim,
Ficarei aqui,
Morto...
Na forma de um espirito, talvez,
Só pra não senti tua falta.
Prostrado, perto de você,
Assim ficarei.
Alimentando-me de teus bons sorrisos,
Assim estarei.
Sempre perto de você,
Para sua falta eu nunca sentir.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Arte Artificial


Andreza Conceição

Todos os dias pode crê

É uma arte

Olhe o céu, desenhe as nuvens e não disfarce

A pura arte artificial

Onde o homem criou

Tudo fora do normal

Onde o céu mudou de cor

Como crianças inocentes

 Não sentem o que é ilusão

Creem que não alcançam o céu

Quando os tem na mão

Tudo artificial

Projetos humanos

Sobre tudo tão real

Apenas buscamos.

Chuva, Tempestade.


Gleidson Alves, 14 de agosto de 2012

De repente, o mundo desaba,

Como um prédio que é implodido,

Ou uma arvore que é cortada ao meio.

O céu desaba sobre nós,

Como um choro, uma chuva, uma tempestade

Tempestade que mata,

Alegrias, tristezas, idéia, polemicas

Tudo!

Tudo morre,

Renasce, e começa tudo outra vez.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Desafio Verso a Verso.


Gleidson C. Alves, Andreza Conceição e Iago Rodrigues.
Pingos de chuva em um dia qualquer.
O céu se desmancha lá fora
As gotas caem ao chão
Estou preso em casa sem meu guarda-chuva
E minhas lagrimas caem sem o teu sentimento
Pura frustração
Antes o calor do teu corpo aquecia o meu e hoje as minhas lagrimas só aumentam o frio
Um frio que congela a alma e mata o espírito
Como me aquecer agora que você não esta?
Na monotonia em que os dias se transformam sem a tua presença
Me sinto como mais uma gota que se arrebenta ao chão
E  como o vento forte que cai sobre ele
Esse vento sopra aos meus ouvidos e me lembra que você não seta mais comigo
Lembro das lembranças de um dia qualquer
Em que você estava ao meu lado sorrindo
Lembro desse sorriso e sinto a dor, a dor de ter deixado escapar de mim
E o meu amor é como pingos de chuva em um dia qualquer.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Só de Sacanagem


Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
 Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
 Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
 Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
 Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
 Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
 Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

Elisa Lucinda.