04 de Setembro de 2013
Às vezes é como se minha consciência me raptasse,
Como se me levasse para longe de mim mesmo,
Retira-me a força do meu próprio corpo sem nenhum direito de perdão.
Meu corpo fica inabitável,
Mais vazio que já é,
Seco e puro.
Só
Assim sempre me senti,
Só, vazio e inútil, sem minha mente sou inútil,
Sobrevivo dos meus paradigmas,
Sobrevivo dos meus conflitos internos e das minhas guerras.
Sórdido e puro, cheio de serás.
Tentando saber o porquê do rapto,
Saber o porquê do adeus.