16 de Agosto de 2013
E então o poço secou,
Choro minhas mágoas e sentimentos sem uma gota.
Choro por dentro, um grave sofrimento,
Choro o que posso, o que tenho,
Choro pó. É tudo que há,
As lágrimas secaram e tudo que restou foi a terra,
A pouca terra que cobre as pedras do fundo do poço.
É o somente, e fim, o fundo do poço das lágrimas.
O fundo de uma vida sofrida,
O fim de lágrimas que não mais rolarão em vão,
O término de uma colheita seca,
Eis o fim,
Foi o começo,
A era da utopia disfarçada de medo,
A época que as últimas gotas rolaram com proveito,
O tempo que a chuva não caiu em vão.
Eis o fim, o começo,
Estamos no meio do fim de um único poço,
O único poço que resistira ao forte sol,
O último poço a ser entulhado de amor.